PUBLICIDADE

Posts Em Destaque

A atividade física como uma reflexão no dia internacional das mulheres.

 Dar parabéns hoje para nossas alunas, familiares e seguidoras, é repetir um gesto que fazemos todos os dias, mesmo que nem sempre expressado verbalmente. Nós mulheres sabemos como somos merecedoras de cumprimentos, admiração e, acima de tudo, respeito. Então vou aproveitar o dia de hoje para falar sobre a minha profissão e a escolha em trabalhar com as mulheres.

 

 A Educação Física trabalha com o corpo, certo? Ninguém precisa ser graduado na área para saber isso. Os que gostam e os que não gostam, os que amam e os que detestam, os que praticam alguma atividade e os que não praticam, os que torcem para que chegue o dia da aula na escola e os que pedem atestado para não participar, os que não vêem a hora de ir pra academia e os que elaboram as mais mirabolantes desculpas para não ir, enfim... Independente de qualquer coisa, todos sabem que a Educação Física trabalha o corpo. Eu sabia disso quando escolhi essa profissão. A atividade corporal nunca foi um problema para mim, muito pelo contrário, ela sempre foi muito prazerosa. Acredito que para a maioria dos meus colegas de profissão também tenha sido. Acontece que isso não é privilégio de todos. E para minha surpresa logo quando entrei no mercado de trabalho percebi que o público que me esperava era composto na grande maioria por pessoas que não tinham prazer em se exercitar, o faziam quase que por uma obrigação.

 

Conhece o Programa 9fit? Saiba mais aqui como deixar seu corpo em forma depois do parto!

 

 Se a Educação Física trabalha o corpo, nada mais natural do que aprender sobre o corpo no curso de graduação. E eu aprendi! Todo o seu funcionamento, anatomia, fisiologia, regulações químicas, biomecânica e outras coisas mais. Não posso ser injusta e não citar disciplinas de caráter humanístico como bases sociológicas, psicológicas e éticas. O que quero dizer é que o curso me preparou muito bem para aprender conhecimentos que fossem aplicados. Conhecimentos que me permitissem prescrever exercícios e avaliar os resultados da prática. O fato é que as pessoas passaram a valorizar essas técnicas como forma de se alcançar não só uma boa condição física, mas beleza e estética principalmente.

 

 Validado pelo discurso médico, a atividade física regular se transformou em um dos principais fatores de obtenção de saúde e qualidade de vida, e incentivada pela publicidade e pela “indústria da beleza”, em fator indispensável para se obter saúde, beleza e juventude. Os discursos que normatizam o corpo, sejam eles científico, tecnológico, publicitário, médico, estético, etc., vão, pouco a pouco, tomando conta da vida simbólica/subjetiva da mulher. O culto ao corpo atinge as mulheres de uma forma arrebatadora. Arrisco dizer que não há um profissional de Educação Física que não tenha tido pelo menos uma aluna com essas preocupações. Não estou condenando o exercício como meio para atingir o ideal de beleza e a forma física, o grande problema é quando isso se torna o único motivo para a prática, e, conseqüentemente, uma obrigação, um martírio, um sacrifício.

 

 

 

 Entender o funcionamento do corpo não me permite compreender uma pessoa que pratica exercícios por motivos que não incluam o prazer do movimento, que não imprimam nenhum significado para quem o pratica. Dar aula para uma aluna nessas condições é um grande desafio para mim. Fica uma sensação de trabalho mal feito, sem sentido, sem significado. Parece que o corpo não está presente, parece que ele é algo desconectado do sujeito que pratica a atividade. O “mandar e obedecer” na relação professor-aluno não faz sentido para aquele corpo que “obedece” porque muitas vezes ele nem lá está. Muitos podem não concordar comigo e preparar as aulas de acordo com os objetivos dos alunos, ministrá-las e ir embora. Se os objetivos forem atingidos, todos sairão felizes. Mas para aqueles que compartilham da minha angústia, espero que esta reflexão lhes seja útil para compreender este processo. Útil para quem gosta ou não de praticar atividade física ao refletir sobre sua prática.

 

 Trabalho dia a dia para que esta prática faça pelo menos um pouco de sentido nas vidas das minhas alunas, que proporcione momentos de prazer e que seja algo positivo não só pela obtenção de saúde, beleza e juventude, mas pelo significado da atividade em si.

 

 Que sejamos livres para escolher fazer exercício pelo puro prazer em fazer, e não para tentar atingir normas que nos são impostas goela abaixo.

 

 

 

 

Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags
Please reload

REDES SOCIAIS

  • White Instagram Icon
  • White Facebook Icon
  • White YouTube Icon

ENTRE EM CONTATO 

© 2016 todos os direitos reservados